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Friday, July 19, 2013

DRIFTING | EM DERIVA . Ponta Delgada, Festival Walk&Talk

 Badalada, de/by Carolina Rocha
 Isto não é o que vocês pensam, de/by Maria das Mercês
 Ele, de/by Nelson Cabral
 Leva-me, de/by Luís Banrezes
 Viagem dos sentidos, de/by Natividad Mellado
 Sea above, sky below, de/by Sara Machado
Sargento Tutu, de/by Joana Furtado

Thursday, July 11, 2013

DRIFTING | EM DERIVA . Ponta Delgada, Festival Walk&Talk Azores



Drifting | Em Deriva - PDL
um projeto de António Pedro Lopes (PT) & Gustavo Ciríaco (BR)
Festival Walk & Talk Azores 2013 em colaboração com o Ateneu Criativo
Com as propostas de Sara Machado, Carolina Rocha, Nelson Cabral, Judite Fernandes, Joana Furtado, Simona Serba, Luís Banrezes, Maria das Mercês e Natividad Mellado.



9 propostas para viver de 13 a 25 de Julho na cidade de Ponta Delgada

DRIFTING | Em Deriva –Ponta Delgada é o 5º episódio numa série de incursões por cidades do mundo. Anteriormente, o projeto decorreu nas cidades do Rio de Janeiro, Taipei, São Paulo e Lisboa. Em cada uma dessas cidades, o projeto arriscou um formato diferente e provisório, tendo já resultado respectivamente numa performance, numa exposição, num espetáculo, e num laboratório de criação com apresentações num teatro.

Em Deriva- Ponta Delgada começa com Ersília, cidade invisível do livro de Italo Calvino. Cidade onde as relações se tornam visíveis através de fios de várias cores que cruzam casas e ruas numa rede de afetos e histórias. É um projeto nómada que viaja de cidade em cidade para mapear os afectos que correm nesses lugares, através de vários tipos de encontro. Em Ponta Delgada, os autores do projeto se encontraram com 9 dos seus moradores. Uma constelação múltipla do que é Ponta Delgada atualmente. Juntos fazem um convite ao público: partilhar uma outra cidade vivida, fruto das suas biografias, experiências e sonhos. São 9 encontros marcados. São 9 aventuras que vão desde experiências sensoriais de olhos vendados, histórias na primeira pessoa e caminhadas participativas, até a um passeio noturno de bicicleta ou mesmo um mergulho no horizonte. São 9 convites para brincar com os sentidos, conhecer a cidade na perspetiva do(s) outro(s) e transformá-la num grande recreio da Calheta ao Alto da Mãe de Deus, de Santa Clara a São Roque. Revelar Ponta Delgada por dentro e por fora, cidade íntima e subjetiva, histórica e contemporânea constam motivações suficientes para derivar em experiência, e nesse movimento, criar novas memórias e uma relação mais vibrante com o lugar.

As propostas são de Sara Machado, Carolina Rocha, Nelson Cabral, Judite Fernandes, Joana Furtado, Simona Serba, Luís Banrezes, Maria das Mercês e Natividad Mellado. 

Notas:
1- Alguns dos encontros têm lotação limitada dada à sua natureza específica de fruição de uma experiência
2- Não hesitem em consultar a programação e efetuar as vossas reservas.
3- Todas as experiências são gratuitas e não decorrerão se for dia de muita chuva.

Reservas pelo telefone: 91 665 54 56

Maiores informações:

Calendário


13 de Julho
Deriva 1 -  Isto não é o que vocês pensam, de Maria das Mercês -  Histórias da Cidade, 11h,  Alto da Mãe de Deus
Deriva 3 - BADALADA, de Carolina Rocha - Passeio Participativo, 19h, Bar da Marina, Marina Antiga*
Deriva 4 - Ele, de Nelson Cabral - Performance, 21h30, Alto da Mãe de Deus
Deriva 5 - Odisséia sobre rodas, de Simona Serba - Passeio de bicicleta, 22:30, Galeria Walk & Talk**
*  Deriva 3 Limitação 10 pessoas/sessão RESERVA OBRIGATÓRIA
** Deriva 5 Limitação 5 pessoas/sessão RESERVA OBRIGATÓRIA
Reserva: 91 665 5456

14 de Julho
Deriva 9 - Viagem dos sentidos, de Natividad Mellado - Experiência Sensorial, 17h, Praia da Milícias (Parque de Estacionamento depois dos Balneários)*
Deriva 3 - BADALADA, de Carolina Rocha -  19h, Bar da Marina, Marina Antiga**
*   Deriva 9 Limitação 4 pessoas/sessão RESERVA OBRIGATÓRIA
**  Deriva 3 Limitação 10 pessoas/sessão RESERVA OBRIGATÓRIA
Reserva:91 665 5456

15 de Julho
Deriva 6 - Sargento Tutu, de Joana Furtado em colaboração com Andreia Luís - Instalação, 14-19h, Monumento Combatentes do Ultramar, (ao pé do Hospital Espírito Santo)
16 de Julho
Deriva 6 - Sargento Tutu, de Joana Furtado em colaboração com Andreia Luís - Instalação, 14-19h, Monumento Combatentes do Ultramar, (ao pé do Hospital Espírito Santo)
17 de Julho
Deriva 2  - Leva-me, Luís Banrezes - Roteiro Fotográfico, 14-19h, Rua da Misericórdia, em frente à Londrina
Deriva 6 - Sargento Tutu, de Joana Furtado em colaboração com Andreia Luís - Instalação, 14-19h, Monumento Combatentes do Ultramar, (ao pé do Hospital Espírito Santo)
Deriva 9 - Viagem dos sentidos, de Natividad Mellado -  Experiência Sensorial, 19h, Praia da Milícias (Parque de Estacionamento depois dos Balneários)*
*   Deriva 9 Limitação 4 pessoas/sessão RESERVA OBRIGATÓRIA
Reserva: 91 665 5456
18 de Julho
Deriva 1 -  Isto não é o que vocês pensam, de Maria das Mercês - Histórias da Cidade, 11h, Alto da Mãe de Deus
Deriva 2  - Leva-me, Luís Banrezes - Roteiro Fotográfico, 14-19h,  Rua da Misericórdia, em frente à Londrina
Deriva 7 - Mar OFF | Mar ON, de Judite Fernandes - Experiência Sensorial, 19h15, Estátua Eng. José Cordeiro, Antiga Calheta*
Deriva 8 - SEA ABOVE SKY BELOW, de Sara Machado - Performance / Mergulho 19h30, Escadinhas da Praia de São Roque
* Deriva 7 Limitação 1 pessoa/sessão RESERVA OBRIGATÓRIA
Reserva: 91 665 5456
19 de Julho
Deriva 2  - Leva-me, Luís Banrezes -  Roteiro Fotográfico, 14-19h,  Rua da Misericórdia, em frente à Londrina
20 de Julho
Deriva 2  - Leva-me, Luís Banrezes - Roteiro Fotográfico, 14-19h,  Rua da Misericórdia, em frente à Londrina
Deriva 9 - Viagem dos sentidos, de Natividad Mellado -  Experiência Sensorial, 18h, Praia da Milícias (Parque de Estacionamento depois dos Balneários)*
Deriva 3 - BADALADA, de Carolina Rocha - Passeio Participativo, 19h, Bar da Marina, Marina Antiga**
*  Deriva 9 Limitação 4 pessoas/sessão RESERVA OBRIGATÓRIA
** Deriva 3 Limitação 10 pessoas/sessão RESERVA OBRIGATÓRIA
Reserva: 91 665 5456
21 de Julho
Deriva 2  - Leva-me, Luís Banrezes - Roteiro Fotográfico, 14-19h,  Rua da Misericórdia, em frente à Londrina
Deriva 3 - BADALADA, de Carolina Rocha - Passeio Participativo, 19h, Bar da Marina, Marina Antiga*
* Deriva 3 Limitação 10 pessoas/sessão RESERVA OBRIGATÓRIA
Reserva: 91 665 5456
24 de Julho
Deriva 7 - Mar OFF | Mar ON, de Judite Fernandes -Experiência Sensorial 19h15, Estátua Eng. José Cordeiro, Antiga Calheta*
* Deriva 7 Limitação 1 pessoa/sessão RESERVA OBRIGATÓRIA
Reserva: 91 665 5456
25 de Julho
Deriva 7 - Mar OFF | Mar ON, de Judite Fernandes - Experiência Sensorial, 19h15, Estátua Eng. José Cordeiro, Antiga Calheta*
* Deriva 7 Limitação 1 pessoa/sessão RESERVA OBRIGATÓRIA
Reserva: 91 665 5456

Friday, July 5, 2013

Drifting Ponta Delgada | Festival Walk&Talk July 12-27




DRIFTING/EM DERIVA Ponta Delgada está aí a rebentar no WALK& TALK Azores- Festival de Arte Pública.

Depois do Rio, Taipé, São Paulo, Lisboa e o Porto em workshop, tudo começa com Ersília, cidade invisível de Italo Calvino. Cidade onde as relações se tornam visíveis através de fios de várias cores que cruzam casas e ruas numa rede de afectos e histórias.

Agora, vira um convite a 9 habitantes de Ponta Delgada para criarem experiências de encontro com o público no espaço da sua cidade. Cada encontro, uma experiência. Cada pessoa, uma proposta para ser vivida em Ponta Delgada.

Experiências sensoriais, um passeio nocturno de bicicleta,caminhadas participativas, um roteiro de fotografias, jogos de andar, falar e ver são algumas das histórias contadas na primeira pessoa, convites para brincar com os sentidos, conhecer a cidade na perspectiva do(s) outro(s) e transformá-la num grande recreio da Calheta ao Alto da Mãe de Deus, de Santa Clara até São Roque.

A deriva sai à rua daqui a uma semana!

A foto "LIFE NEVER REALLY STOPS. DOES IT?" com Gustavo Ciríaco e Joana Furtado, ao lado do Monumento aos Emigrantes, em Ponta Delgada Açores

Sunday, March 24, 2013


Drifting {} Em Deriva 


Festival Modos de existir, SESC Santo Amaro, São Paulo, Br. Abril | April 14.
Festival Walk & Talk, Ponta Delgada, Ilhas dos Açores | Azores Islands, Pt. Julho | July 10-13


derivar

1. Andar devagar, sem objetivo ou casualmente
2. Mover-se involutariamente para uma certa situação ou condição
3. Divagar ou distrair-se  para outro sujeito.
4. Movimento lento de um lugar para outro.


Em Deriva é uma proposta de colaboração entre os artistas Gustavo Ciríaco (Brasil)  & António Pedro Lopes (Portugal). Este projeto contextual leva os artistas a diferentes cidades para mapear os afetos que correm nessas cidades através de diferentes tipos de encontro. Seguindo uma lógica episódica, cada cidade é um novo capítulo neste exercício viajante que cria pontes entre pessoas e lugares.

Em Deriva inspira-se no livro Cidades Invisiveis de Italo Calvino, no qual uma história particular descreve uma vila onde se vê linhas de diferentes cores conectando os seus habitantes, exibindo, cada uma delas, os afetos que correm através daquela pequena comunidade. Um laço de amor em cor vermelha forte aparece indo de uma janela a outra  no fim da rua, de um amante para o outro. Amizades, laços de família,  relações de trabalho, assim como de ódio,  distância, platonismo, empatia, repulsa ou medo se tornam visíveis através dessas linhas que cruzam a cidade. Elas dão forma a uma invisível rede de afetos, a histórias e vidas compartilhadas, através dos espaços físicos que essas pessoas habitam na cidade.

Com essa cidade imaginária de Calvino em mente, começamos a pensar como seria explorar essa situação numa cidade contemporânea. Como colocar o contexto no centro para gerar deslocamentos da experiência de uma cidade para o texto, da sua percepção para a imagem, da sua realidade para a ficção, e finalmente da sua documentação para a criação de uma performance? 

Em Deriva é um processo de habitações entre o teatro, a cidade, a deriva e o espaço do laboratório. É um projeto de encontro do outro através da intervenção em realidades comuns, onde a cidade, esta ficção compartilhada, ganha vida, se torna história e vira afeto.
O projeto foi acolhido na Mesa-Palco, Casa França- Brasil (Rio, 2010), no Bamboo Curtain Studios (Taipei, 2010), no Festival Semanas de Dança, Centro Cultural São Paulo (São Paulo, 2011), na Galeria Zé dos Bois (Lisboa, 2012) e no espaço Maus Hábitos (Porto, 2012).
...
drift 
1. Walk slowly, aimlessly or casually
2. Move involuntarily into a certain situation or condition
3. Digress or stray to another subject
4. Slow movement from one place to another

Drifting is a collaboration proposition of performing artists Gustavo Ciríaco (Brazil) & António Pedro Lopes (Portugal). This contextual project takes the artists to different cities to map the streaming affections in these cities through different sorts of meeting. On a first stage, the meeting of their two stories on a dislocated context, then the meeting with each city as an urban landscape and finally the meeting with its inhabitants, the characters they find in the “derivation” that will feed all the creative process. Following an episodic logic, each city is a new chapter on a travelling exercise of bridging people and places.

Drifting departs from Italo Calvino’s Invisible Cities, wherein a story describes a village where one sees lines of different colours connecting the inhabitants displaying their affective ties. A love tie in full red colour is described to go from one lover’s window to another lover far down the street.Friendships, family and working ties, but also relations of hatred, distance, platonism, empathy, inspiration, repulse or fear are made visible through these crossing lines. They shape an invisible network of affections, shared lives and stories across the physical spaces they inhabit in a city.

Having in mind Calvino’s imaginary village, we started wondering how it will be like to follow these ties in a real contemporary city. We started questioning: what conceptual collaborative premise can place the context in the center to ignite dislocations from experience to text, from perception to image, from reality to fiction and from documentation to the creation of a performance? 

We start by choosing someone in a given neighborhood, a man or awoman; a first encounter, the basis and beginning for a series of meetings that we will follow from it. Each person will indicate us someone else. The next person to be contacted, a friend, a relative, an acquaintance, a co-worker, or in a more extreme case, a total stranger. In these encounters we move experiencing the space of the trivial, by entering the daily life of the local inhabitants and crossing their stories with our stories in the different places of the city. We include and accept the digressions that follow the specific conditions of the search of these meetings. In any case, each encounter suggests its own documentation and even the procedures to follow with meeting the next person. We apply drifting as a movement strategy to evolve through the different stages of the process. We start by an encounter and from there constantly digress to another subject seeking to enlarge the spectrum of study and the knowledge related to the modes of living in the hosting city. 

Drifting is a moving process inside houses and outside in the city, a project of meeting the other of all sorts judgement-free, a straight collaboration with local citizens and artists.

Drifting was a project hosted By Casa França-Brasil, in May 2010 and in residency in Bamboo Curtain Studio, Zhuwei, Taipei in July 2010. In 2011, it was in residency at Clube COMO and part of Semanas de Dança, at Centro Cultural São  Paulo, in the city of São Paulo. In 2012, the project has been hosted at Galeria Zé dos Bois, Lisbon, Pt (January) and at Maus Hábitos, Porto, Pt (Februrary).

Saturday, January 28, 2012

DRIFTING / EM DERIVA em Lisboa de António Pedro Lopes (Pt) e Gustavo Ciríaco (Br)

De 26 a 29 de Janeiro, todos os dias às 21.30
  • Drifting / Em Deriva

    de António Pedro Lopes (Pt) e Gustavo Ciríaco (Br)


    Com Ana Eliseu, Andrea Brandão, Bruno Caracol, Clara Kutner, Cristina Zabalaga, Eduardo Frazão, Marta Rema, Paolo Andreoni, Rita Sousa Mendes e Vânia Rovisco.
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    foto de ensaio:Gi Carvalho

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    Em Janeiro, Gustavo Ciríaco e António Pedro Lopes encontram-se em residência no NEGÓCIO para criação e apresentação de Drifting / Em Deriva.
    Esta co-produção com a Associação Zé dos Bois é um projecto de ocupação muito especial que, ao longo da residência, fomenta uma colecção de histórias, movimentos, experiências, fotografias, filmes, afectos e arquivos sobre a relação de certos habitantes com Lisboa.
    Drifting / Em Deriva é um processo de habitações entre o teatro, a cidade, a Internet e o espaço do laboratório. Um projecto de encontro do outro através da intervenção em realidades comuns, onde a cidade, esta ficção compartilhada, ganha vida, se torna história e se converte em afecto.

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    Derivar
    1. Andar devagar, sem objectivo ou casualmente.
    2. Mover-se involuntariamente para uma certa situação ou condição.
    3. Divagar ou distrair-se para outro sujeito.
    4. Movimento lento de um lugar para outro.
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    Drifting / Em Deriva é uma proposta de colaboração entre os artistas Gustavo Ciríaco (Brasil) & António Pedro Lopes (Portugal). Este projecto contextual leva os artistas a diferentes cidades para mapear os afectos que correm nesses lugares, através de vários tipos de encontro. Numa primeira instância, o encontro das suas histórias num contexto deslocado, depois o encontro com cada cidade como paisagem urbana, e finalmente o encontro com os seus habitantes, as personagens que encontram na deriva e que alimentam o processo criativo. Seguindo uma lógica episódica, cada cidade é um novo capítulo neste exercício viajante que cria pontes entre pessoas e lugares.  
    DRIFTING | Em Deriva -Lisboa será o 4º episódio numa série de incursões por cidades do mundo. Ainda em 2011, DRIFTING|EM DERIVA transformou-se num espectáculo, depois de uma residência de um mês em São Paulo. O episódio lisboeta faz uma convocatória pública a interessados em dança, performance e arte contextual, que tenham mais 16 anos para participarem num laboratório de criação com apresentações no Negócio no final de Janeiro de 2012. O laboratório de criação  propõe experiências de deriva pela cidade, passeios, efeitos de corrente, cadavre exquis, telefones estragados,  estranhas coincidências, colecções de histórias, corpos-exposição,  blind dates, discos, danças, casamentos, correntes de ar, apartamentos, pretos no branco, lugares de passagem e espaços de memória.

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    Drifting / Em Deriva inspira-se numa história de Cidades Invisíveis de Italo Calvino, onde se descreve uma vila que exibe linhas de diferentes cores ligando os seus habitantes. Cada uma dessas linhas representa os afectos que correm através daquela comunidade. Um laço de amor, por exemplo, aparece em vermelho indo de uma janela à outra, de um amante para outro. Assim, amizades, laços familiares, relações profissionais, mas também relações de distância, empatia, repulsa ou medo se tornam visíveis através dessas linhas que cruzam a cidade. Cada tipologia de relação é categorizada e sinalizada por uma linha com uma cor específica. As linhas dão forma a uma rede invisível de afectos, histórias e vidas partilhadas, ao atravessar os espaços físicos que as pessoas habitam na cidade. 
    O projecto foi iniciado em dois momentos de experimentação no ano 2010. Em Maio, programado pelo Programa MESA-PALCO da Casa França- Brasil, Rio de Janeiro depois de uma semana de residência. Em Julho, António Pedro Lopes e Gustavo Ciríaco receberam o prémio de Residência a Artistas e Projectos Emergentes Internacionais no Bamboo Curtain Studio International, em Taipei, Taiwan. Depois de um mês de residência, os artistas criaram num espaço de uma galeria, uma exposição composta por um percurso que atravessava uma colecção de textos, fotografias, vídeos, objectos e um jogo interactivo. Os visitantes eram convidados a emergir numa experiência pluridisciplinar, num autêntico “caderno de notas” à escala de uma sala que privilegiava as diferentes dimensões do encontro que caracterizam Em Deriva.
    A experiência do contexto magnífica a realidade como um recreio de exploração já criado, sobre o qual é necessário actuar, intervir e observar. Para a criação de Em Deriva, decidimos começar por escolher alguém num determinado bairro, um homem ou uma mulher; um primeiro encontro, a base e início para uma série de encontros que seguirão. As condições que determinam a escolha desse encontro definem-se por uma observação cuidadosa de cada contexto. A presença material do sujeito no espaço público ensinou-nos em experiências anteriores a desenhar estratégias específicas a cada contexto. (…)
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    Apoios: Drifting /Em deriva em Lisboa conta com o apoio da ONE LIFE STAND e o apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian, Programa de Apoio à Dança
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Monday, January 2, 2012

DRIFTING / EM DERIVA em Lisboa de António Pedro Lopes (Pt) e Gustavo Ciríaco (Br)


O projecto DRIFTING / EM DERIVA em Lisboa de António Pedro Lopes e Gustavo Ciríaco procura 10 pessoas para integrarem um laboratório de criação que culminará em 4 apresentações a terem lugar no Negócio (Bairro Alto), nos dias 26, 27, 28 e 29 de Janeiro de 2012, sempre às 21h 30, em Lisboa.
Procuramos pessoas a partir dos 16 anos que vivam em Lisboa, com ou sem experiência de palco, interessadas em dança, performance e arte contextual.
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Condições de Participação
O projecto decorrerá durante todo o mês de Janeiro e estará dividido em quatro momentos, os participantes deverão ter disponibilidade para as datas de laboratório, ensaios e apresentações:
1.Encontro/experiências individuais com os artistas- 1 encontro a definir com cada participante entre 4 e 11 de Janeiro.
2.Duas semanas de laboratório  de criação (3 horas por dia em horário pós laboral com todos os participantes, 2ªs,4ªs e 6ªa feiras no período de 9 a 20 de Janeiro
3.Ensaios dia  23, 24 e 25 de Janeiro das 19h às 22h.
4.Participação nos dias de apresentação – 26 a 29 de Janeiro, das 19h às 22:30
A participação no projecto tem como centro a experiência de um laboratório de criação. É portanto, um projecto baseado em troca de experiências e criação em conjunto. Ainda que se trate de um projecto que apela à participação voluntária, todos os participantes beneficiarão de um apoio simbólico de transporte e alimentação.
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Para as inscrições, por favor, envie um e-mail para: drifting.em.deriva@gmail.com contendo:
- dados pessoais (Nome, Morada, Telefone e Email)
- uma fotografia sua tirada em Lisboa (onde se perceba claramente o rosto e a localidade)
- uma curta biografia (sublinhando a experiência social, profissional e emocional com Lisboa)
+ infos: 917908484 ou 939023426
Data Limite de Inscrição : 3 de Janeiro de 2012

DRIFTING | Em Deriva é um projecto contextual que leva Ciríaco e Lopes a diferentes cidades para mapear os afectos que correm nesses lugares, através de vários tipos de encontro. Numa primeira instância, o encontro das suas histórias num contexto deslocado, depois o encontro com cada cidade como paisagem urbana, e finalmente o encontro com os seus habitantes, as personagens que encontram na deriva e que alimentam o processo criativo. Seguindo uma lógica episódica, cada cidade é um novo capítulo neste exercício viajante que cria pontes entre pessoas e lugares.

DRIFTING | Em Deriva -Lisboa é o 4º episódio numa série de incursões por cidades do mundo. Anteriormente, o projecto decorreu nas cidades do Rio de Janeiro, Taipei e São Paulo. Em cada uma dessas cidades, o projecto arriscou um formato diferente e provisório, tendo já resultado respectivamente numa performance, numa exposição e num espectáculo. O episódio lisboeta assume a forma de um laboratório de criação com apresentações, e  propõe experiências de deriva pela cidade, passeios, efeitos de corrente, cadavre exquis, telefones estragados,  estranhas coincidências, colecções de histórias, corpos-exposição,  blind dates, discos, danças, casamentos, correntes de ar, apartamentos, pretos no branco, lugares de passagem e espaços de memória.

DRIFTING| Em Deriva – Lisboa é um projecto de António Pedro Lopes e Gustavo Ciríaco,co-criado e interpretado por 10 participantes do laboratório de criação. Este projecto é co-produzido e acolhido em residência pela Galeria Zé dos Bois (Negócio) e financiado pelo Programa de Apoio à Dança da Fundação Calouste Gulbenkian.

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Notas Biográficas
António Pedro Lopes nasceu em Ponta Delgada em 1981. É performer, autor de espectáculos. Depois de ter estudado teatro musical, licenciou-se em Teatro na Universidade de Évora e frequentou o Curso de Pesquisa e Criação Coreográfica do Fórum Dança. Trabalhou entre outros com Jérôme Bel, João Fiadeiro, Gustavo Ciríaco e Marco Berrettini/*MELK PROD. Cria espectáculos em nome próprio desde 2004. Em 2010, fundou em Lisboa a ONE LIFE STAND, estrutura onde desde então tem inscrito e desenvolvido vários projectos em colaboração com outros artistas: Luzes Ligadas Não Quer Dizer Que Estejamos em Casa (2010) com Monica Gillette; MEASURE IT IN INCHES (2011) com Marianne Baillot e Drifting/Em Deriva( a partir de 2010) com Gustavo Ciríaco. Os seus trabalhos foram apresentados em Portugal, Espanha, Alemanha, França, Brasil, Taiwan e México. É também elemento activo na implementação de S&T Collaborations (www.sweetandtender.org), canta, e ensina regularmente em teatros e programas de educação artística. Para saber mais sobre APL, por favor consulte: theantsandtherats.blogspot.com
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Gustavo Ciríaco nasceu no Rio de Janeiro. É performer e artista contextual com actuação nas artes performativas e visuais. Desde 95,  apresenta-se, ensina e desenvolve parcerias com artistas brasileiros e estrangeiros no Brasil, América Latina, Ásia e Europa.Seus projectos são encontros centrados na produção de presença, na ficção compartilhada e na arquitectura imaginária.Actua no espaço urbano com projectos de caminhada, em parceria com Andrea Sonnberger: Aqui enquanto caminhamos (Alkantara, Lisboa 2006) e Vizinhos (Casa Encendida, Madrid 2009) ; em projectos conversacionais:Drifting (Casa França-Brasil, Rio; Bamboo Curtain Studio, Taipei; Desaba & Centro Cultural de São Paulo), em parceira com António Pedro Lopes; e em espetáculos de dança: Still – sob o estado das coisas (SESC São Paulo, 2007), Nada. Vamos Ver (SESC São Paulo e Culturgest, 2009) e Eles vão ver (Panorama, 2010). É director artístico do Manifesta!, Teatro Cacilda Becker, Rio de Janeiro e curador convidado do Entre_Lugares, programa de intercâmbio entre Londres e Rio de Janeiro, uma parceria do ENTRE (Sérgio Porto) e o Chelsea Theatre. Actualmente desenvolve o projeto Where the horizon moves (Maus Hábitos & Guimarães Capital Européia da Cultura) . Mais detalhes, procure no gustavociriaco.blogspot.com
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Mais informação sobre o projecto: Drifting / Em Deriva

Monday, April 19, 2010

Drifting








derivar
1. Andar devagar, sem objetivo ou casualmente 
2. Mover-se involutariamente para uma certa situação ou condição 
3. Divagar ou distrair-se para outro sujeito. 
4. Movimento lento de um lugar para outro.

Drifting (em deriva) é uma proposta de colaboração entre os artistas Gustavo Ciríaco (Brasil) & António Pedro Lopes (Portugal). Este projeto contextual leva os artistas a diferentes cidades para mapear os afetos que correm nessas cidades através de diferentes tipos de encontro. Seguindo uma lógica episódica, cada cidade é um novo capítulo neste exercício viajante que cria pontes entre pessoas e lugares.

Drifting inspira-se no livro Cidades Invisiveis de Italo Calvino, no qual uma história particular descreve uma vila onde se vê linhas de diferentes cores conectando os seus habitantes, exibindo, cada uma delas, os afetos que correm através daquela pequena comunidade. Um laço de amor em cor vermelha forte aparece indo de uma janela a outra no fim da rua, de um amante para o outro. Amizades, laços de família, relações de trabalho, assim como de ódio, distância, platonismo, empatia, repulsa ou medo se tornam visíveis através dessas linhas que cruzam a cidade. Elas dão forma a uma invisível rede de afetos, a histórias e vidas compartilhadas, através dos espaços físicos que essas pessoas habitam na cidade.

Com essa cidade imaginária de Calvino em mente, começamos a pensar como seria explorar essa situação numa cidade contemporânea. Como colocar o contexto no centro para gerar deslocamentos da experiência de uma cidade para o texto, da sua percepção para a imagem, da sua realidade para a ficção, e finalmente da sua documentação para a criação de uma performance? Como conseguir conversar com a cidade para desvendá-la e a ver sob sua fachada?


Nós somos artistas que trabalham em performance, especificamente em dança e coreografia, mas nos aproximamos de nossos trabalhos de modo transversal e multidisciplinar. Vindo do Brasil e de Portugal, nós compartilhamos o interesse em comum de nos engajarmos em processos criativos cujos resultados sejam livres de uma agenda  prévia. Nós carregamos o desejo de partir de uma premissa conceitual de colaboração que coloca o contexto em seu centro para  gerar deslocamentos da experiência para o texto, da percepção para a imagem, da realidade pra a ficção e da documentação para a arte.



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drift  (dr'ft)
1. Walk slowly, aimlessly or casually
2. Move involuntarily into a certain situation or condition
3. Digress or stray to another subject
4. Slow movement from one place to another



In Italo Calvino’s Invisible Cities, one story describes one village where one sees lines of different colours connecting the inhabitants, displaying, each of them, the affections that stream through that small community. One love tie in full red color is described to go from one’s window to another far down the street, from one lover to another. This way, friendships, family and working ties, as well as love and hatred, or just acquaintances were made visible through these lines across the village. They shaped an invisible network of affections, shared stories and lives across the physical spaces they inhabit, in a city.



Having in mind Calvino’s imaginary village, we started wondering how it will be like to follow these ties in a real contemporary city. We started questioning: what conceptual collaborative premise can place the context in the center to ignite dislocations from experience to text, from perception to image, from reality to fiction and from documentation to the creation of a performance? How to use principles of dance and choreography to approach the work with transversality and use the creative process to dare the risks of the unknown and meeting the other? How can we converse with the city to unveil it and see what is under its facade? What method shall we apply to direct the creative process?

We decided to start by choosing someone in a given neighborhood, a man or a woman; a first encounter, the basis and beginning for a series of meetings that will follow from it. Each person will indicate us someone else. The next person to be contacted, a friend, a relative, an acquaintance, a co-worker, or in a more extreme case, a total stranger.

In these encounters we move experiencing the space of the trivial, by entering the daily life of the local inhabitants and crossing their stories with our stories in the different places of the city. We include and accept the digressions that  follow the specific conditions of the search of these meetings. In any case, each encounter suggests its own documentation and even the procedures to follow with meeting the next person. We will apply drifting as a movement strategy to evolve through the different stages of the process. We start by an encounter and from there constantly digress to another subject seeking to enlarge the spectrum of study and the knowledge related to the modes of living in the hosting city. The act of drifting as a strategy will inform its future creative transformation both in the overall composition of the project and the workshop with the participants of the community.

We find that this project fosters a collection of stories, movements, experiences, pictures, films, affects and archives. Therefore, Drifting as a project not only stands for meeting the “casual” other of a given city, but also, in its potential reach opens space for artistic collaborations with local artists in the treatment of the different supports. Accumulation and divergence form a repertory of experience that challenge the experimentation of different modes of visibility. Drifting is a moving process inside houses and outside in the city, a project of meeting the other of all sorts judgement-free, a straight collaboration with local citizens and artists.


António Pedro Lopes and Gustavo Ciríaco.


Drifting was a project hosted in progress by Casa França-Brasil, in May 2010 and in residency at Bamboo Curtain Studio, Zhuwei, Taipei in July 2010. In 2011, it was in residency at Clube COMO and part of Semanas de Dança, at Centro Cultural São Paulo, in the city of São Paulo. In 2012, the project has been hosted at Galeria Zé dos Bois, Lisboa, Pt (January) and as a workshop at Maus Hábitos, Porto/Pt (February).

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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Rio de Janeiro. I am a performing artist and art maker coming from dance. I love to dialogue with the historical, material and affective context we are immersed in any given situation. As art form, my work goes from multimedia stage conceptual work to convivial and open-air pieces. It strikes me the awareness and fictions arising from the sublime of daily situations, its materiality, the reference points that we cling to and build up our relation to reality and how meaning grows from this. contacts: gustavociriaco@gmail.com | marine@elclimamola.com

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